Neste artigo, vai descobrir tudo sobre um modelo de Plano de Comunicação. Um Plano de Comunicação serve para decidir e canalizar esforços de divulgação para os públicos pretendidos, de modo a cumprir os objectivos traçados para a marca. As principais funções deste Plano são: preparar a transmissão de uma mensagem da melhor forma, para o público certo, através dos canais e instrumentos mais adequados, nos momentos e locais certos.
O Plano de Comunicação de Marketing deriva das directrizes gerais do Plano de Marketing e especifica objectivos próprios relativamente aos resultados pretendidos e aos alvos a abordar. Para o efeito, combina uma estratégia criativa (de composição e disposição das mensagens, tanto em conteúdo como em forma) com a escolha cuidadosamente planeada dos meios (TV, imprensa, rádio, cinema, outdoor, internet, etc.) e dos respectivos suportes. Estabelece os orçamentos e os prazos adequados à execução de cada etapa e assegura que os resultados são avaliados e comparados com os objectivos.
Um bom Plano de Comunicação consegue criar ou reforçar um posicionamento para uma marca. Por um lado, tira partido das percepções do seu público-alvo e, por outro, procura potenciar a imagem positiva da organização ou marca junto desse mesmo público.

Segundo Ribeiro (2016) e Castro (2007), o Modelo de Plano de Comunicação ideal apresenta as seguintes etapas:
- Análise da Situação
– Contextualiza-se a análise externa e análise interna da empresa, recorrendo à análise SWOT E PESTEL;
- Definição dos objectivos segundo o posicionamento pretendido
– O posicionamento é o conjunto de traços principais e distintivos da imagem da organização e do produto, serviço e/ou marca, que permitem ao público identificá-lo, situá-lo e diferenciá-lo dos outros no mercado (por exemplo: o mais caro, o de melhor qualidade, o mais afável, etc.);
– Fixa-se objectivos seguindo a regra S.M.A.R.T., ou seja, devem ser específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e temporais.
– Definir os objectivos da comunicação: criar ou mudar atitudes e comportamentos?
Dar conhecimento;
Gerar reconhecimento da oferta, do nome e/ou da marca;
Facultar informação mais detalhada sobre os seus atributos;
Gerar simpatia e preferência;
Levar à intenção efectiva de compra.
- Selecção do público-alvo
– Para decidir a quem vamos dirigir a comunicação é necessário conhecer bem o público-alvo. Quantos anos tem? É homem ou mulher? Onde reside? Estas são algumas das questões que devemos esclarecer;
– Identifica-se o público ou audiência da comunicação (alvo de comunicação), que nem sempre é igual ao alvo de consumo (o alvo de comunicação é geralmente mais restrito e escolhido pela sua importância e pela sua capacidade de influenciar o resto do alvo global).
– Procura-se saber o que o público já conhece do produto, organização ou marca que queremos divulgar (ou seja, qual a notoriedade prévia do que vamos comunicar);
– Tenta-se conhecer a sua atitude (positiva ou negativa) face ao produto, indivíduo, organização ou marca.
- Construção da mensagem
Os pontos-chave para uma boa mensagem são:
– Ser clara, concisa e directa
– Gramaticalmente e ortograficamente perfeita
– Linguagem adequada ao público-alvo
– Tom adequado ao público-alvo e objectivos
– Com conteúdo de acordo com as necessidades e interesses do público-alvo.
Deve-se elaborar o conteúdo e a estrutura da mensagem de acordo com o seguinte:
Conteúdo – apelo ao racional vs. apelo ao emocional;
Estrutura – orquestração, revelação, agressividade, repetição, etc.
- Escolha dos canais de comunicação
– A definição dos pontos anteriores permitirá selecionar os canais de comunicação online (website, Blog, Redes Sociais, etc.) e offline (Televisão, Revistas e Jornais, Rádio, etc.) mais adequados para passar a mensagem;
– Seguir uma abordagem omnicanal, que visa a integração da comunicação online e offline, gerindo os canais e os pontos de contacto disponíveis ao consumidor de forma sinérgica. Isto traduz-se numa experiência de compra consistente e contínua ao longo dos vários canais, sejam de comunicação ou de distribuição.
– Usar os pontos de contacto disponíveis ao consumidor, que podem ser pessoais (vendedores em loja e em visitas externas, feiras, telefone, chat ou conferências digitais ao vivo) ou impessoais (media tradicionais e digitais, e-mail, catálogos, websites, pesquisa paga e orgânica, programas de fidelidade, e devoluções por e-mail).
- Determinação do orçamento do programa
– Para a implementação do plano, é necessário conhecer exactamente quais os recursos materiais e não-materiais que se tem e quanto se irá alocar para cumprir os objectivos fixados;
- Execução do plano
– De acordo com todos os pontos anteriores, é definido cada acção e qual a linha temporal em que irá acontecer. Isso vai permitir alcançar cada meta estabelecida anteriormente;
- Avaliação dos Resultados
– Indica se os objectivos estão a ser cumpridos e permite melhorar ou alterar alguma acção realizada, para um melhor desempenho.
Infografia: Querer Além
Imagem de Querer Além