Turismo Industrial em São João da Madeira com 30 mil visitantes

Alexandra Alves, responsável pelo turismo industrial da Câmara Municipal de São João da Madeira, afirmou esta quarta-feira em entrevista ao Publituris, que os Circuitos do Património Industrial já receberam cerca de 30.000 visitantes durante o ano de 2012 e o primeiro trimestre de 2013.

A entrevista decorreu no âmbito da Conferência ‘Turismo Industrial e Desenvolvimento Local’, organizada pelo Turismo de Portugal, a decorrer no seu edifício sede. O projecto Circuitos do Património Industrial surgiu da necessidade de conferir à região de S. João da Madeira um atributo turístico, que até aqui não tinha. O projecto é feito em parceria com seis empresas no ramo da indústria e quatro instituições, como é o caso do Museu da Chapelaria e “vamos ter mais quatro parceiros”, avança a responsável.

Segundo Alexandra Alves, o projecto tem vindo a apresentar resultados muito positivos, trazendo mais turistas à cidade e dando também “uma perspectiva diferente ao nível das profissões industriais, como é o caso do sapateiro”. Os visitantes são maioritariamente portugueses, mas “temos já alguns visitantes estrangeiros fruto do turismo de negócios que as empresas desenvolvem”.

As empresas mais visitadas são a Viarco, “pela sua conotação histórica”, a Helsar, a Evereste e o Museu da Chapelaria. O WR hotel, em São João da Madeira, funciona também em parceria com este projecto, disponibilizando quartos personalizados com imagens alusivas a cada empresa, fomentando também a relação do cliente/empresa, no turismo de negócios. No âmbito da conferência desta quarta-feira, Teresa Ferreira, directora do departamento de desenvolvimento e Inovação do Turismo de Portugal, utilizou ainda este projecto, desenvolvido pela Câmara Municipal de São João da Madeira, como um exemplo no País de boas-práticas.

Outro projecto abordado no evento, com apenas seis meses de existência, foi o ‘Circuitos Industriais da Marinha Grande’, que surge também da necessidade de aproveitar o “core da região, que é a indústria”, avança Pedro Jerónimo, chefe de divisão de cidadania e desenvolvimento da Câmara Municipal da Marinha Grande. Até agora, o circuito que já conta com a parceria de 10 industrias, um museu e um centro tecnológico, já recebeu 1100 visitantes, mas ainda “estamos a tentar definir um produto final mais afinado”, garante o responsável.

O projecto engloba três segmentos importantes para a economia local: o vidro, moldes e o plástico e destina-se sobretudo para estudantes (especialmente do 10º ao 12º ano da área de Química) e visitantes em geral. As visitas são gratuitas e estão já três novos circuitos em fase de projecto: o circuito dourado, dedicado ao vidro; o circuito prateado, dedicado ao aos moldes; e o circuito colorido, dando enfoque aos plásticos. Por fim, Mónica Morais de Brito, directora executiva do Sines Tecnopolo, veio apresentar o projecto ‘Aportar Sines’, que ainda está em fase de preparação mas já dá os primeiros passos no Turismo Industrial.

Segundo a responsável, o projecto vem “aproveitar os recursos da região como o complexo portuário de Sines, a indústria e a pesca, aliando à já conhecida marca ‘Porto Covo’ e ‘Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina’”. O projecto, cujo investimento ronda os 300 mil euros, já conta com uma vasta rede de parceiros como é o caso da EDP, Galp, AICEP, Câmara Municipal de Sines, entre outros.

Publituris, 30 de Outubro de 2013 às 16:27 por Marta Barradas