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3 de Dezembro de 2008

Crise altera dietas e rotinas alimentares

Crise altera dietas e rotinas alimentares

A crise económica que Portugal e o Mundo atravessam está a alterar os hábitos e rotinas alimentares dos consumidores nacionais, escreve o Diário de Notícias (DN).

De acordo com o jornal, os portugueses estão a ingerir mais carne de frango e de peru em detrimento da carne de vaca, a privilegiar o carapau face à garoupa, a optar pela fruta pequena, e a adquirir os artigos necessários na secção das marcas brancas e em contexto de promoções. Por outro lado, o pequeno-almoço e a merenda matinal deixam de ser comidos nos cafés, substituídos pela habitação e pela lancheira. Nem a aproximação do prazo de validade dos produtos faz esmorecer a corrida aos saldos porque, neste caso específico, os descontos ascendem aos 50%.

Assim, as vendas de artigos considerados caros estão a quebrar acima dos 30%, explica o DN. Uma consequência disso é que o único mercado municipal de Lisboa em pleno funcionamento é o de Benfica, como comprova ao diário o fiscal Mário Costa. Em contrapartida, o Pingo Doce conseguiu aumentar as transacções, mas à custa da aposta no produto próprio, que já representa 40% das vendas totais da empresa.

A presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, Alexandra Bento, declarou ao DN que “não é por se ter muito dinheiro que se tem uma alimentação saudável”, e que a necessidade generalizada de contenção financeira é uma oportunidade para todos reflectirem “sobre a forma como se está a gerir o dinheiro”. A sua “dieta de crise”, além da fruta pequena, não abdica da sopa, do leite, dos ovos, do arroz, da massa, da batata e dos legumes da época. A clínica garante ao jornal que “não é necessário mais do que 100 gramas [de carne] por refeição”.