O Modelo Financeiro do Plano de Negócios representa uma versão simplificada da realidade do seu activo financeiro, do seu negócio ou do mercado. Tem como objectivo entender os mecanismos do seu negócio, do sector e dos potenciais riscos para tomar decisões mais correctas.

Cada modelo de negócio deve conter as seguintes informações nos seus quadros:

  1. Regras de Utilização – Apresenta os elementos básicos de preenchimento do modelo.
  2. Pressupostos – Pressupostos básicos e as regras previsionais como as taxas de crescimento estimadas, as taxas de juro e de actualização, o prazo médio de pagamentos, entre outros.
  3. Projecções de Vendas ou Volume de Negócios – O mais importante e em simultâneo o maís difícil de preencher. Trata-se do principal objectivo da empresa, ou seja, a sua razão de existência. Deve incluir-se as vendas e/ou prestações de serviços, dívidas em segmentos, quantidades previstas para vendas e respectivo preço.
  4. Mapa de Custo de Mercadorias Vendidas e Matérias Consumidas – Permite definir claramente as principais componentes do custo de produção do projecto.
  5. Fornecimento de Serviços Externos – Expressa os fornecimentos e serviços prestados por entidades externas à sua empresa. Existem duas categorias, aqueles que são estruturais e que não dependem da actividade da sua empresa (custos fixos) e aqueles que são função da actividade da empresa (custos variáveis).
  6. Custos com Pessoal – Deve estar dividido entre Gerência/Administração e o restante Pessoal, dado existirem taxas diferenciadoras de Segurança Social. Poderão ser individualizados os colaboradores e as suas respectivas remunerações ou colocados valores previstos para os diversos factores. Os valores colocados são sempre anuais.
  7. Investimentos – Devem ser introduzidas todas as informações sobre os investimentos realizados ou a realizar pela empresa e indicada a periodicidade dos mesmos, tendo a taxa de amortização já definida.
  8. Investimento necessário em Fundo de Maneio – É importante definir claramente as necessidades de fundo de tesouraria de que o projecto necessitará para progredir. Um investimento inadequado do fundo de maneio pode resultar na inviabilidade do projecto, apesar de ser atractivo a nível de resultados.
  9. Financiamento – Deve cumprir a regra do equilibrio financeiro, ou seja, as necessidades a médio/longo prazo deverão ser financiadas a médio/longo prazo e as necessidades a curto prazo em igual período de tempo. Deve ser apenas indicada a margem de segurança que entende para a variação no seu investimento.
  10. Demonstração de Resultados – Compara os proveitos e custos resultantes da actividade da empresa. Consegue-se apreender através deste relatório se a empresa ou projecto apresenta rentabilidade líquida positiva ou se dá prejuízo.
  11. Mapa de Cash-Flow – Evidencia a tradução monetária da actividade da empresa, nomeadamente os valores libertados pela actividade e as suas necessidades de financiamento.
  12. Plano de Financiamento – Mapa que define claramente as origens e aplicações de fundos do projecto e constitui normalmente uma componente importante na análise.
  13. Balanço – Expressa a situação patrimonial da empresa ou projecto e será também essencial à sua análise.
  14. Indicadores Económico-Financeiros – Os analistas e as entidades financeiras têm normalmente valores médios de mercado em função do tipo de mercado, negócio, fase, etc.
  15. Avaliação do Projecto – A avaliação da empresa ou projeto é apresentada normalmente em 3 formas fundamentais:
    – Taxa Interna de Rentabilidade;
    – Período de Payback;
    – Valor Atual Líquido.

Fonte: “Guia Explicativo para a criação do Plano de Negócios e do seu Modelo Financeiro”, IAPMEI, I.P. Abril 2016

Ilustração: Querer Além

Imagem de Alexas_Fotos no Pixabay