Já deve ter percebido que, muitas vezes, quando se candidata a um emprego lhe pedem uma carta de motivação, para além do currículo. A carta de motivação serve para mostrar quem é e a razão pela qual se candidata a determinada oportunidade. Deve, por isso, ser adaptável às diferentes vagas a que se pretende candidatar e ser capaz de garantir uma entrevista.

Neste artigo ensinamos-lhe como ter a carta de motivação ideal para qualquer candidatura a emprego.

A recrutadora Célia Marques, da Landing.Jobs, deixa cinco “regras essenciais” para as cartas de motivação:

1. Exmo(a). Sr(a). quem? Investigue!

É “fundamental dirigir a carta de motivação à pessoa que está a recrutar”, diz Célia Marques. Através do LinkedIn ou até mesmo do website da empresa a que se candidata, deve tentar descobrir quem está responsável pelo recrutamento para a vaga que quer conquistar. Se não conseguir saber, em último caso, dirija-se ao Director(a) do Departamento de Recursos Humanos. É desaconselhado começar a carta com um “Olá, empresa x”. E por muito que “bom dia”, “hello” ou “bonjour” possam parecer encantadores, a carta continua a ter um “contexto formal”. Deve dirigir a sua carta sempre a alguém.

2. Agarre o recrutador(a) com a primeira frase

Iniciar uma carta de motivação com informações pessoais não é a melhor estratégia. Célia Marques explica o porquê: “Tem de se estabelecer logo uma ligação com a empresa.” Ou seja: se quer trabalhar num lugar onde se produzem sapatilhas, o melhor é fazer o(a) recrutador(a) saber que está familiarizado(a) com a marca. E que “é cliente ou um potencial cliente”. Assim, mais do que ninguém, poderá “entender o comportamento” do consumidor, apresentando outra perspectiva. Depois, pode falar-se, ao de leve, sobre a parte profissional — onde começou, o que aprendeu, o que fez e, claro, o que faz.

3. O que prova que é a melhor pessoa para contratar?

Depois daquele arranque que prende o recrutador(a) ao ecrã, tem de provar o porquê de ser a pessoa certa para o cargo. A área académica é importante, bem como as formações que vai fazendo para se manter actualizado — mas não deve incluir “formações feitas há dez anos” das quais já não se recorda muito bem. Caso esteja a iniciar o seu percurso profissional e tenha tido a oportunidade de estudar noutro país (ou fazer voluntariado, por exemplo), é importante que o refira. 

4. Terminar em beleza

“Na frase final, deve dizer que, como utilizador(a) daquele produto, ficaria muito feliz em aprender e agregar valor à empresa. E que se sente muito motivado pelo que pode fazer”, explica Célia Marques. É essencial que faça o seu trabalho de pesquisa para que o seu conhecimento sobre aquela empresa transpareça na carta de motivação (que deve ser personalizada). Termine com os habituais “Com os melhores cumprimentos”, acrescente a sua assinatura e os seus contactos. Fácil, não é?

5. Seja criativo(a) no texto, mas opte pela simplicidade visual

Pesquisa feita, texto acabado: está feliz com o resultado. Mas não envie já o documento: certifique-se que tudo está o mais simples possível e legível. Não é que seja lei, mas a recrutadora aconselha o uso de fundo branco, texto justificado e um tipo de letra ‘normal’. “Não precisa de ser a mais usada, como Arial ou Calibri, mas não deve chocar visualmente”, acrescenta. Sem ressentimentos, Comic Sans MS, Papyrus ou Snap ITC.

Agora que já viu estas dicas, já se sente preparado(a) para escrever a sua carta de motivação?

Fonte: Público